
Carol Pontual
Atualizado em 25 de ago. de 2025
CONTEÚDO
Liderança que conecta: Como liderar, engajar e compreender a geração Z
Enquanto as empresas buscam alternativas para o seu crescimento, muitas vezes, o foco primordial recai sobre processos, tecnologias, métricas e produtos voltados na inovação. Em paralelo, há uma transformação silenciosa e desafiadora expandindo a cada dia mais nas equipes: a chegada da geração Z no centro da operação. Atualmente, responsáveis por diversas mudanças estruturais e culturais que estão impactando no mercado de trabalho como um todo.
Caracterizando a geração Z como pessoas nascidas entre os anos de 1995 e 2010, são profissionais jovens, hiperconectados e com acesso ilimitado à informação - tendo em vista o contato próximo com a internet e redes sociais desde a sua expansão. Para além disso, são pessoas que lidam com um mundo instável, inseguro e com mudanças aceleradas, crescendo entre entre crises políticas, pandemia e guerras.
Na vivência dentro das empresas, através da internet, acompanham de perto histórias sobre carreiras instáveis no mercado de trabalho, cenários de layoffs e culturas organizacionais falhas no sistema. Com isso, é uma geração que também amadureceu sob novos códigos de valores, como: transparência, propósito, saúde mental e diversidade. Não se encantam mais por frases de impacto clássicas em apresentações institucionais e posicionamentos digitais - querem enxergar coerência no dia a dia e sentido para a sua carreira profissional.
Diante desse cenário, o papel da liderança enfrenta desafios para conhecer e acompanhar o contexto multigeracional, mas também a possibilidade de explorar, aprender e educar em conjunto com esses novos profissionais. Mas afinal, será que estamos prontos para liderar com escuta, clareza e consistência?
Conhecendo os “Gen Z’s”
Antes de aprofundar sobre a ação prática, é fundamental refletir sobre o que move e o que trava a geração Z no mercado de trabalho. Ao analisar percepções e comentários em redes sociais, diariamente, é possível encontrar gestores e colaboradores citando os desafios de lidar com os profissionais mais jovens - citando como pessoas “preguiçosas”, “despreparados”, “sem profissionalismo” ou até que “desistem fácil” em oportunidades de emprego.
Nesse sentido, o relatório “Tendências de Gestão de Pessoas”, do Ecossistema Great People & GPTW, apontou que 51,6% do mercado de trabalho indica dificuldades para lidar com diferentes gerações e as expectativas para o mundo corporativo. O conflito geracional, na verdade, faz-se presente desde o início das jornadas de trabalho na sociedade, representando um processo natural de evolução e adaptação dos contextos, envolvidos pelas diferenças socioeconômicas e culturais.
Ainda assim, a solução pertinente não é taxar os comportamentos da geração Z ou ignorar as demandas que são levantadas, mas sim compreender o seu funcionamento e como equilibrar no mercado de trabalho tradicional. Reconhecendo como pessoas que viveram sua formação escolar e/ou acadêmica cercados por instabilidade, excesso de estímulos e uma constante sensação de urgência existencial.
De um modo geral, pode-se refletir sobre alguns comportamentos entre esses profissionais:
O que engaja a geração Z:
Sentir que seu trabalho tem um objetivo e propósito real, não só gera lucro para a empresa ou empregador.
Trabalhar em um ambiente com diversidade, acolhimento e segurança psicológica.
Receber feedbacks frequentes e ter clareza de expectativas sobre o plano de carreira, com possibilidades de crescimento.
Ter espaço para expressar opiniões, contribuições e ser ouvido.
Preservar a saúde mental e bem-estar, evitar o burnout precoce.
O que NÃO engaja a geração Z:
Chefes ausentes ou autoritários.
Metas vagas e mudanças de rota sem explicação ou orientação.
Falta de reconhecimento ou acompanhamento de pessoas.
Ambientes que “vendem” uma cultura organizacional, mas demonstram incoerência e práticas de pressão sob os colaboradores
Excesso de formalidade e microgerenciamento.
Escuta ativa e liderança distribuída
Compreendendo as principais tendências sobre a geração Z - reconhecendo como um perfil de pessoas que vivem um mundo acelerado, instável e em busca de flexibilidade, é fundamental que as lideranças reconheçam as percepções individuais, dificuldades e pontos de contribuição para as organizações atualmente.
Nesse viés, no contexto atual, tais profissionais não se contentam com lideranças que apenas falam bem ou que possuem experiências profissionais X, Y ou Z — é esperado líderes que escutam com atenção, agem com base em dados e praticam o que pregam. Evitando o microgerenciamento, fornecendo liberdade e confiança, mas também acompanhando o desempenho, orientando e educando o seu time.
Na prática, torna-se fundamental criar espaços reais de escuta e ritos de contato individuais, como através de check-ins abertos, retrospectivas, rodas de conversa e encontros 1:1. Como também explorar o uso das ferramentas tecnológicas e redes de comunicação, como aliados para o público jovem, definindo plataformas claras para o contato no cotidiano. Além do acompanhamento de tarefas - a partir de espaços como Notion, Miro, Slack, Jira, Trello, entre outras opções.
Nesse sentido, com a expansão acelerada da IA nos diferentes contextos do mercado, torna-se pertinente incorporar também como forma de analisar dados, opiniões e sentimentos - diagnosticados de forma qualitativa e quantitativa. Visando identificar padrões de desconexão, desengajamento e dificuldades enfrentadas pelo time, a partir dos dados identificados e analisados pela IA, é possível a construção de planos de ações personalizados.
Além disso, enxergar os profissionais jovens como porta de abertura para inovação, tendências de mercado e incorporação de novas tecnologias nas organizações. Conseguindo ser lideranças com escuta ativa para tomar decisões melhores com base em mais contexto, mais sinais e mais sensibilidade.
Liberdade exige direcionamento
Na visão prática, como situado, a geração Z valoriza autonomia e flexibilidade para a vivência no trabalho, sendo fundamental estar acompanhada de contexto e direção. Diferente das especulações sobre ser uma geração “sem objetivos” e “preguiçosos”, são pessoas que não estão fugindo de responsabilidade - compreendem a importância do trabalho, mas almejam jogar um jogo com regras claras.
Para isso, a organização e comunicação tornam-se grandes aliados, buscando estabelecer acordos visíveis sobre rituais, prazos e formas de trabalhar - seja boas práticas, posturas ou atitudes no meio corporativo. A utilização de OKRs ou metas por sprint como ponto de alinhamento constante, passando clareza sobre os objetivos e a relevância do trabalho individual do profissional nesse meio, além de trazer visibilidade sobre priorização de tarefas e aspectos mais relevantes.
É importante reconhecer que o equilíbrio está no diálogo frequente e claro. A paciência, compreensão e educação vão ajudar no manejo, especialmente, nas primeiras experiências profissionais - afinal, o básico precisa ser dito.
Expectativas da Gen Z para a gestão
Para a geração que cresceu acompanhando as jornadas de trabalho difíceis de familiares, pessoas próximas, como também, em obras fictícias - como “O diabo veste prada” (2009) e “The office” (2005). É reconhecido que não desejam chefes perfeitos, e sim líderes coerentes.
De um modo geral, os profissionais Gen Z possuem expectativas para lideranças que explicam os objetivos, admitem vulnerabilidades, fornecem feedbacks e reconhecem esforços. Conseguindo ser uma geração que é ouvida, desafiada e respeitada.
O equilíbrio multigeracional no mercado de trabalho sempre esteve presente e as soluções deverão ser ainda mais atualizadas, conforme o ritmo de expansão no mercado. Ainda que desafiador, até o momento, a geração Z está moldando diversas mudanças no mundo do trabalho, muito além de “dancinhas do tik tok” e uso de redes sociais. Mas questionando o sistema, trazendo novas ideias e caminhos para a maior humanização do mercado de trabalho.
Liderança que conecta: Como liderar, engajar e compreender a geração Z
Enquanto as empresas buscam alternativas para o seu crescimento, muitas vezes, o foco primordial recai sobre processos, tecnologias, métricas e produtos voltados na inovação. Em paralelo, há uma transformação silenciosa e desafiadora expandindo a cada dia mais nas equipes: a chegada da geração Z no centro da operação. Atualmente, responsáveis por diversas mudanças estruturais e culturais que estão impactando no mercado de trabalho como um todo.
Caracterizando a geração Z como pessoas nascidas entre os anos de 1995 e 2010, são profissionais jovens, hiperconectados e com acesso ilimitado à informação - tendo em vista o contato próximo com a internet e redes sociais desde a sua expansão. Para além disso, são pessoas que lidam com um mundo instável, inseguro e com mudanças aceleradas, crescendo entre entre crises políticas, pandemia e guerras.
Na vivência dentro das empresas, através da internet, acompanham de perto histórias sobre carreiras instáveis no mercado de trabalho, cenários de layoffs e culturas organizacionais falhas no sistema. Com isso, é uma geração que também amadureceu sob novos códigos de valores, como: transparência, propósito, saúde mental e diversidade. Não se encantam mais por frases de impacto clássicas em apresentações institucionais e posicionamentos digitais - querem enxergar coerência no dia a dia e sentido para a sua carreira profissional.
Diante desse cenário, o papel da liderança enfrenta desafios para conhecer e acompanhar o contexto multigeracional, mas também a possibilidade de explorar, aprender e educar em conjunto com esses novos profissionais. Mas afinal, será que estamos prontos para liderar com escuta, clareza e consistência?
Conhecendo os “Gen Z’s”
Antes de aprofundar sobre a ação prática, é fundamental refletir sobre o que move e o que trava a geração Z no mercado de trabalho. Ao analisar percepções e comentários em redes sociais, diariamente, é possível encontrar gestores e colaboradores citando os desafios de lidar com os profissionais mais jovens - citando como pessoas “preguiçosas”, “despreparados”, “sem profissionalismo” ou até que “desistem fácil” em oportunidades de emprego.
Nesse sentido, o relatório “Tendências de Gestão de Pessoas”, do Ecossistema Great People & GPTW, apontou que 51,6% do mercado de trabalho indica dificuldades para lidar com diferentes gerações e as expectativas para o mundo corporativo. O conflito geracional, na verdade, faz-se presente desde o início das jornadas de trabalho na sociedade, representando um processo natural de evolução e adaptação dos contextos, envolvidos pelas diferenças socioeconômicas e culturais.
Ainda assim, a solução pertinente não é taxar os comportamentos da geração Z ou ignorar as demandas que são levantadas, mas sim compreender o seu funcionamento e como equilibrar no mercado de trabalho tradicional. Reconhecendo como pessoas que viveram sua formação escolar e/ou acadêmica cercados por instabilidade, excesso de estímulos e uma constante sensação de urgência existencial.
De um modo geral, pode-se refletir sobre alguns comportamentos entre esses profissionais:
O que engaja a geração Z:
Sentir que seu trabalho tem um objetivo e propósito real, não só gera lucro para a empresa ou empregador.
Trabalhar em um ambiente com diversidade, acolhimento e segurança psicológica.
Receber feedbacks frequentes e ter clareza de expectativas sobre o plano de carreira, com possibilidades de crescimento.
Ter espaço para expressar opiniões, contribuições e ser ouvido.
Preservar a saúde mental e bem-estar, evitar o burnout precoce.
O que NÃO engaja a geração Z:
Chefes ausentes ou autoritários.
Metas vagas e mudanças de rota sem explicação ou orientação.
Falta de reconhecimento ou acompanhamento de pessoas.
Ambientes que “vendem” uma cultura organizacional, mas demonstram incoerência e práticas de pressão sob os colaboradores
Excesso de formalidade e microgerenciamento.
Escuta ativa e liderança distribuída
Compreendendo as principais tendências sobre a geração Z - reconhecendo como um perfil de pessoas que vivem um mundo acelerado, instável e em busca de flexibilidade, é fundamental que as lideranças reconheçam as percepções individuais, dificuldades e pontos de contribuição para as organizações atualmente.
Nesse viés, no contexto atual, tais profissionais não se contentam com lideranças que apenas falam bem ou que possuem experiências profissionais X, Y ou Z — é esperado líderes que escutam com atenção, agem com base em dados e praticam o que pregam. Evitando o microgerenciamento, fornecendo liberdade e confiança, mas também acompanhando o desempenho, orientando e educando o seu time.
Na prática, torna-se fundamental criar espaços reais de escuta e ritos de contato individuais, como através de check-ins abertos, retrospectivas, rodas de conversa e encontros 1:1. Como também explorar o uso das ferramentas tecnológicas e redes de comunicação, como aliados para o público jovem, definindo plataformas claras para o contato no cotidiano. Além do acompanhamento de tarefas - a partir de espaços como Notion, Miro, Slack, Jira, Trello, entre outras opções.
Nesse sentido, com a expansão acelerada da IA nos diferentes contextos do mercado, torna-se pertinente incorporar também como forma de analisar dados, opiniões e sentimentos - diagnosticados de forma qualitativa e quantitativa. Visando identificar padrões de desconexão, desengajamento e dificuldades enfrentadas pelo time, a partir dos dados identificados e analisados pela IA, é possível a construção de planos de ações personalizados.
Além disso, enxergar os profissionais jovens como porta de abertura para inovação, tendências de mercado e incorporação de novas tecnologias nas organizações. Conseguindo ser lideranças com escuta ativa para tomar decisões melhores com base em mais contexto, mais sinais e mais sensibilidade.
Liberdade exige direcionamento
Na visão prática, como situado, a geração Z valoriza autonomia e flexibilidade para a vivência no trabalho, sendo fundamental estar acompanhada de contexto e direção. Diferente das especulações sobre ser uma geração “sem objetivos” e “preguiçosos”, são pessoas que não estão fugindo de responsabilidade - compreendem a importância do trabalho, mas almejam jogar um jogo com regras claras.
Para isso, a organização e comunicação tornam-se grandes aliados, buscando estabelecer acordos visíveis sobre rituais, prazos e formas de trabalhar - seja boas práticas, posturas ou atitudes no meio corporativo. A utilização de OKRs ou metas por sprint como ponto de alinhamento constante, passando clareza sobre os objetivos e a relevância do trabalho individual do profissional nesse meio, além de trazer visibilidade sobre priorização de tarefas e aspectos mais relevantes.
É importante reconhecer que o equilíbrio está no diálogo frequente e claro. A paciência, compreensão e educação vão ajudar no manejo, especialmente, nas primeiras experiências profissionais - afinal, o básico precisa ser dito.
Expectativas da Gen Z para a gestão
Para a geração que cresceu acompanhando as jornadas de trabalho difíceis de familiares, pessoas próximas, como também, em obras fictícias - como “O diabo veste prada” (2009) e “The office” (2005). É reconhecido que não desejam chefes perfeitos, e sim líderes coerentes.
De um modo geral, os profissionais Gen Z possuem expectativas para lideranças que explicam os objetivos, admitem vulnerabilidades, fornecem feedbacks e reconhecem esforços. Conseguindo ser uma geração que é ouvida, desafiada e respeitada.
O equilíbrio multigeracional no mercado de trabalho sempre esteve presente e as soluções deverão ser ainda mais atualizadas, conforme o ritmo de expansão no mercado. Ainda que desafiador, até o momento, a geração Z está moldando diversas mudanças no mundo do trabalho, muito além de “dancinhas do tik tok” e uso de redes sociais. Mas questionando o sistema, trazendo novas ideias e caminhos para a maior humanização do mercado de trabalho.